segunda-feira, 26 de março de 2007

Na Terra das Lagartas (Parte 2)

As Guardiãs do Caminho

Mas um clã, entre as lagartas peludas, era diferente de todas as outras. Elas tinham um livro que contava onde e como andar, que folhas comer e quais não comer. Elas criam que este livro foi dado a elas por alguém que elas chamavam de o Grande Senhor do Campo. Se elas seguissem perfeitamente o caminho que estava no livro e não quebrar nenhuma lei sobre onde e como andar e o que comer, elas poderiam, um dia, chegar na casa do Grande Senhor do Campo, viver com ele e comer do seu jardim para sempre. Nem todas as lagartas acreditavam no Grande Senhor do Campo ou no seu livro. Alguns membros deste clã eram como todas as outras lagartas: vagavam pelos seus próprios caminhos, ou não tinham um caminho. Outras secretamente ou até mesmo de forma aberta quebravam as leis e comiam tudo que desejavam. Mas muitas delas acreditavam no Grande Senhor do Campo e tentavam permanecer no caminho, por mais difícil que fosse. Os que essas guardiãs do caminho, como eram conhecidas, logo descobriram era que, não importava o quanto elas tentassem não se desviar, elas não podiam evitar vagar por outros caminhos ou quebrar alguma lei do Grande Senhor do Campo.

Philonomos era uma das mais dedicadas guardiãs do caminho. Ela amava o livro do Grande Senhor do Campo e ocasionalmente imaginava como seriam sua casa e o aroma do seu jardim, coisas que quase sempre ela encontrava no livro. Isso a inspirava em perseverar no caminho. Mas não importava quanta inspiração ela tivesse, ela sempre se frustrava e ficava desencorajada quando ela deixava o caminho por onde estava andando e quebrava uma das leis. E com o tempo até mesmo as coisas que a inspiravam em permanecer no caminho se tornavam desencorajadoras. “É tão longe e tão alto,” ela concluía. “Eu sou tão fraca. Mesmo que ele me perdoasse por cada vez que eu deixo o caminho e como algumas folhas proibidas, eu nunca poderia chegar à sua casa no final do caminho.”

Sentindo que o desespero de Philonomos estava crescendo suas amigas guardiãs do caminho tentavam encoraja-la. Uma sugeriu que talvez se ela se exercitasse mais poderia se tornar mais forte e enfrentar melhor o caminho. Outra disse que se ela ficasse sem comer folhas por alguns dias poderia se libertar do desejo pelas folhas proibidas. Dormir menos, insistiu outra. Dormir mais, disse mais alguém. Philonomos tentou tudo o que ela sabia, mas ainda assim continuava sendo incapaz de permanecer perfeitamente no caminho. Cada dia que passava Philonomos se tornava mais desanimada. Depois de anos rastejando, a casa Grande Senhor do Campo parecia mais longe ao invés de estar mais perto.

Paul Volk

quinta-feira, 22 de março de 2007

Na terra das lagartas (Parte 1)

.No caminho através dos campos

Na terra das lagartas a vida era sempre curta e difícil. Os vastos campos onde elas viviam eram misteriosos e incertos. A procura por comida e abrigo às vezes as levavam para desertos sem folhas onde muitas morriam de fome ou pelo sol escaldante. E até mesmo os campos verdejantes, lotados de folhas largas e verdes, eram muito perigosos. Muitas das plantas que pareciam as mais apetitosas eram na verdade venenosas. As lagartas tinham um apetite extremamente voraz, porém, pouca habilidade para discernir entre as folhas boas e as venenosas. Enquanto algumas sofriam e morriam de fome outras pereciam com seus estômagos e corações cheios. Mesmo quando elas não eram venenosas, as exuberantes folhas faziam com que muitas lagartas abandonassem a jornada à procura de um lar permanecendo onde as folhas eram verdes, apenas para descobrir, tarde de mais, que mesmo os campos mais verdes um dia tornam-se marrons. Havia um pequeno grupo entre elas que sonhava com um modo de vida melhor. Elas falavam sobre controlar seu apetite e marcar as plantas que eram consideradas impróprias para ingerir. Umas dedicavam suas vidas procurando pelo caminho através do campo do qual falavam antigas lendas, enquanto outras continuavam batalhando para fazer seu próprio caminho, desprezando as lendas e considerando-as mitos tolos. Mas a maior parte das lagartas era indiferente e estavam conformadas. “Nós somos lagartas e isso é tudo que somos,” elas diziam. “As coisas não vão mudar. Um caminho é tão bom quanto qualquer outro. Comer, beber e se casar, não importa como seja nosso pêlo, crespo, listrado ou malhado, todas nós vamos nos perder e morrer no final de tudo.”

Paul Volk

segunda-feira, 19 de março de 2007

Provérbios

"Eu, a Sabedoria, habito com a prudência e disponho de conhecimentos e de conselhos." (Livro de Provérbios Cap. 8 V. 12)

domingo, 18 de março de 2007

O Déjà Vu de Deus


Nesse fim de semana assisti Déjà Vu, um filme com o Denzel Washington. Achei a idéia do filme muito interessante (exceto por alguns exageros) pois gira em torno de alguém que sabe que muitos vão morrer em um atentado terrorista e consegue evitar a tragédia cruzando uma ponte entre os universos paralelos que correm com um atraso de 4 dias entre eles.Este filme me fez lembrar exatamente do que Jesus fez por nós. Deus na sua onisciência sabia que se não houvesse um sacrifício, a humanidade seria aniquilada por causa de pecado. Para evitar esta tragédia e por que Ele nos ama muito, Jesus foi enviado para morrer por nós e nos salvar da destruição. No filme, o Denzel Washington morre mas não morre. Jesus também morreu na cruz pela humanidade mas não morreu. Ele continua vivo e pra sempre estará. Eu creio nisso pois essa verdade me torna cada dia mais forte para enfrentar as dificuldades que não são poucas. Eu sou fraco mas me torno forte quando deixo Deus viver em mim. Nesse fim de semana vou assistir no Discovery Channel um documentário de uns caras que dizem ter achado a tumba da família de Jesus, inclusive com os restos mortais de Jesus dentro da tumba. Muita polêmica ... mas vamos ver qual é que é maluco!!!

quarta-feira, 14 de março de 2007

Intolerância Religiosa


Nestes dias temos visto que o Senhor tem direcionado a igreja, através do seu Espírito Santo a restaurar o contato com o básico da fé cristã sem considerar essencial coisas como placa de denominação, prédios confortáveis para os cultos, cargos e posições e outras coisas que não vemos na igreja bíblica (evito usar o termo "igreja primitiva" pois acho muito pejorativo).
Como sempre, nem todos possuem sensibilidade espiritual suficiente para entender este tipo de chamado e então ficamos com um grupo que faz tudo para seguir o que o Senhor está mostrando e outro grupo que continua vivendo da mesma maneira envolvidos nos mesmos rituais religiosos de sempre. Mas com isso temos um problema: Existe uma tendência muito grande de um grupo ou mesmo os dois se tornarem orgulhosos espirituais que pensam que são melhores que os outros simplesmente por expressar sua adoração ao Senhor, orar, pregar, evangelizar, falar, cantar ou mesmo se vestir de forma diferente.
Deus separou um povo para ser um só corpo tendo como cabeça o Seu Filho Jesus. A Bíblia nos ensina a suportarmos uns aos outros e isso não se aplica apenas na esfera da sua congregação mas sim à igreja de forma integral. Servimos todos a um só Deus e iremos morar em um só céu. Você está preparado para ver ao seu lado alguém que você perdeu muito tempo julgando (quando poderia servir ao Senhor mais intensamente) por simplesmente se comportar de um jeito diferente do seu ??

Blogosfera Cristã - Eu Participo!

Faça parte!/